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O que você faria se não achasse uma maluquice?


Já imaginou tudo o que seriamos capazes de fazer se não achássemos maluquice ou se simplesmente os nossos medos não existissem? Sem pensar em nada, tente fazer uma lista de tudo o que você faria, se não tivesse medo algum. De tempos em tempos, vá fazendo essa lista. E depois te ter feito varias vezes, leia todas as listas que escreveu e encontre as atividades em comum. Saiba que se você escreveu alguma atividade mais de uma vez, é com certeza algo que você deve fazer. Pode não ser agora, mas aos poucos vá amadurecendo a ideia. Se imagine fazendo. O que você sente? A primeira vez é sempre a mais difícil, depois com a prática, tudo vai ficando mais fácil.

Tente se lembrar de algo que você queria tanto, e que lhe parecia tão distante, mas que hoje é real e você até já se acostumou. Funciona assim com tudo em nossas vidas. Tudo o que é difícil no inicio, um dia se tornará normal e até fácil pra você, se você fizer várias vezes, é claro. Só não deixe de fazer pelo medo de não fazer perfeito. Você não quer deixar a vida passar e perceber que quem protagonizou a sua vida foi o medo, certo?

Então apenas escreva tudo o que tem vontade mas que nunca faria nessa vida. O objetivo desse exercício é brincar com a imaginação, mesmo que algo te pareça impossível. Só o simples ato de escrever já vai te desbloqueando aos poucos, pra que o impossível possa se tornar real em sua vida. Lembre-se: o que te parece impossível, só é impossível porque você não esta fazendo. A partir do momento que você fizer, será real. Não tenha medo de parecer ridículo, de ser rejeitado, de fazer feio. Só quem não tem medo de ser amador, um dia poderá ser um grande profissional. Se você tem medo de errar, provavelmente, não conseguirá acertar. Ficar parado não vai te ajudar. Não estou te pedindo pra subir a montanha mais alta do mundo, ou pra surfar na onda mais alta. Só estou te pedindo pra escrever tudo o que você tem vontade de um dia fazer, se seus medos não existissem. Comece. Faça a sua lista agora mesmo.

BRUNA PINHEIRO


Sabe aquela tia chata que vive te controlando? Que diz: “Cuidado com isso!", “Cuidado com aquilo!”. Quem não cresceu em meio a tantas amarras sociais, crenças que nos moldam e nos aprisionam? Nos fazem acreditar que tudo o que nos dá prazer pode ser perigoso ou proibido. Hoje, muito provavelmente, essa tia chata mora dentro de nossa própria mente. E nós mesmos acabamos controlando nossa felicidade com base nas regrinhas sociais. E mais do que isso, com base no que o outro te cobra ser, por ele também acabar não se permitindo ser.

Mas a vida não precisa ser assim. Quando assumimos nossa auto-responsabilidade e sabemos muito bem nossos limites e o respeito ao próximo, podemos não nos privar de absolutamente todas as coisas gostosas da vida, e tentarmos ter um dia mais divertido, leve e agradável. Você já ouviu que quanto menos fazemos, menos temos disposição para fazer. E que aquelas pessoas que mais fazem, mais tem tempo? Isso acontece porque quanto mais disposição nós temos, mais praticidade e agilidade nós criamos em nós, e melhor conseguimos administrar nosso tempo. Quanto mais ginástica você fizer, com o tempo, mais animado ficará e mais ginástica conseguirá fazer. Uma mãe com 3 filhos, trabalho, afazeres de casa, mercado, marido, cuidados pessoais, provavelmente terá mais disposição para cozinhar para a família toda no final de semana, do que você que passou a semana indo de casa para o trabalho, e se sente exausto quando chega o Sábado. A energia nos movimenta a fazer sempre mais. E fazer o que gostamos, também aumenta nossos hormônios da felicidade e nos dão mais ânimo de querer mais.

Mas e o que tudo isso tem a ver com o fazer coisas que me entusiasmem, ou coisas malucas que acabei desistindo de fazer por conta de minhas próprias amarras mentais? Quanto menos você fizer no dia a dia, menos fará. E aí, para abrir espaço para o novo e o que está fora de sua zona de conforto, será ainda mais complicado. Quanto mais você se priva na vida, mais coisinhas simples e do dia a dia, você acabará limitando, até chegar um momento em que afastou de você todo o lazer e as felicidades das pequenas coisas. Quais coisas você tem vontade de fazer, e não faz?

E provavelmente agora você já deva estar acionando dispositivos mentais tais como “Eu não tenho tempo para entrar em um curso novo.”, “Não tenho dinheiro para viajar para aquele lugar que sempre sonhei.”, “Agora com filhos, não posso mais me dar ao luxo de pular de paraquedas, seria imprudente de minha parte.”, “Quando chega o final de semana, estou tão cansado que só quero ficar quietinho assistindo TV.”. Enfim, são tantas limitações de auto boicote, que posso parar por aqui. Parece que nossa mente o tempo todo quer nos levar para a razão, porém não uma razão necessariamente saudável apenas, mas aquela tentativa de ter uma justificativa (que nem sempre é verdadeira) apenas para nos afastar de pequenas coisas que nos deixam felizes.

Imagine se todos os dias você pudesse fazer alguma coisa que te deixe muito feliz. Os níveis de endorfina subiriam, você teria mais entusiasmo para lidar com as pessoas a sua volta. Estudos dizem que pessoas entusiasmadas tem 27% de maior extroversão em testes de personalidade. E com isso, conseguem mais facilmente se relacionar e transmitir felicidade. Se você está irritado na fila da padaria, vai tratar mal o atendente, o comprador de sua frente a demorar mais (indo de encontro a sua impaciência), e assim por diante. Enquanto, quando você está aberto, pode atrair oportunidades positivas, reparar em alguém comentando sobre justamente aquela vaga de emprego que você tanto procura, ou sobre uma promoção justamente do produto que você estava precisando. Mais feliz, você vai tratar melhor sua mulher, filhos, chefe, familiares. Enfim, vai atrair de volta, tudo aquilo o que você gostaria de ter.

Pare 5 minutinhos agora (e não deixe para daqui a pouco), e se coloque totalmente fora de sua zona de conforto. Escreva uma lista de todas aquelas coisas que você faria de estivesse totalmente sozinho neste mundo (sem o controle dos outros, ou de sua própria mente), ou se você pudesse voltar a ser criança (que faz o que sente vontade, sem julgamentos); ou ainda se você tivesse os impulsos adolescentes dentro de você e pudesse vivê-los. Coisas saudáveis, que não machuquem ninguém, mas que você possa fazer sem medo (ou até sentindo um pouco de medo). Vamos dizer, que neste momento, não exista o medo. E nem o dinheiro ou tempo para te limitar. Ninguém pode limitar o seu sonho. Então o que você faria? É pular de paraquedas? Pegar o primeiro avião sem nem saber o destino? É dormir sobre as estrelas? É ligar para um número de telefone aleatório e bater papo com um estranho por meia hora? É comer um pote inteirinho de sorvete? Quais seriam as maiores maluquices que você sente entusiasmo ao pensar em fazer, mas que por algum motivo, não faz?

Não estou dizendo que você fará todas essas coisas a partir de agora. Mas digo que ao tirar as travas e pré-conceitos, dentre as coisas que o tempo e dinheiro ainda possam te limitar, você se permitirá pensar nas coisas que você já pode fazer hoje, e não imaginava. Coisas menores ou mais acessíveis virão a sua mente, em meio às maluquices maiores. O exercício é justamente para você sonhar grande, e com isso trazer todos os tamanhos de sonhos, sem os pensamentos de boicotes. Abrindo ao impossível, você descobrirá no meio, algumas coisas que são possíveis. Comece com as menores, vá incluindo elas em sua vida, até que se tornem hábitos. E quanto às impossíveis, se permitindo pensar nelas e sonhar, você permitirá que elas também se tornem reais.

CAMILA CHAGAS

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