Nunca vamos saber quando será o nosso ultimo dia de vida, ou semana, mês, ano, enfim. Exatamente por isso que uma das frases mais famosas e ditas por aí é: “Viva todos os dia como se fosse o ultimo”, porque realmente um dia vai ser. É claro que se vivêssemos todos os dias como se fosse o ultimo, seríamos talvez mais imprudentes, menos medrosos, e não lutaríamos tanto por nossos sonhos. A única coisa que pensaríamos, é nas pessoas que amamos. Passaríamos o maior tempo com elas, até que esse dia chegasse. Mas, a realidade é um pouco diferente. A nossa vida seria uma loucura se vivêssemos todos os dias como se fosse o último. Mas, estou aqui para dizer que essa reflexão te faz despertar.
Não dá pra abandonar a parte chata da vida, as contas a pagar, os trabalhos de todo mês, as tarefas de casa mas, se pensássemos em tudo de mais valioso em nossas vidas, acordaríamos e seríamos mais lúcidos e menos robôs manipulados por regras impostas pela sociedade. Prestaríamos mais atenção ao nosso redor. Atenderíamos uma ligação de um ente querido no meio do expediente, porque não importaria somente a produtividade do dia, e sim a qualidade de vida e o propósito.
Vamos pensar um pouco. O que você faria se soubesse que teria mais alguns poucos dias de vida?
É provável que você queira encontrar as pessoas que você mais ama, e sabemos que são poucas. Contamos nos dedos. E aí eu te pergunto, e me pergunto também: quanto do meu tempo eu tenho dedicado á essas pessoas tão importantes para mim? Eu sei que viver a nossa vida como se fosse o ultimo dia é uma loucura. Nos dedicaríamos apenas as pessoas, e nada ao trabalho e ao lazer que tanto dedicamos normalmente, mas apenas faça essa reflexão. Apenas para se conhecer e enxergar o que realmente importa para você. Dessa forma você conseguirá dividir o seu tempo de uma forma que consiga viver mais para o que importa.
Não custa nada parar alguns segundos para refletir, e dividir melhor o seu tempo entre as coisas que precisam ser feitas, e as que você realmente gosta de fazer e se sente feliz fazendo. Pare pra pensar se o trabalho que você escolheu te distancia das pessoas que você ama, se morar fora te trás qualidade de vida mas ao mesmo tempo, te distância das pessoas que te fazem tão bem. Pare pra pensar se a vida que você esta vivendo, está valendo a pena. Se você tem tempo para se dedicar ao que é mais importante para você. São pequenos questionamentos como esses que podem te trazer muito mais felicidade e contato real com o que mais importa.
Eu percebi que morar longe me fez ter consciência das pessoas que mais importam para mim, e isso me aproximou dessas pessoas. Consigo passar muito mais tempo com elas, porque quando vêm me visitar, não apenas visitam e vão embora. Passam mais tempo comigo do que eu passava quando morava perto. É claro que o longe ao qual me refiro é dentro do Brasil, então nada que uma hora de vôo ou 5 horinhas de carro, não resolvam. Me dedicava tanto aos amigos e percebi que eles vem e vão. Eles existem para nos ensinar muitas coisas sobre nós, e sobre a vida, mas sabemos o quanto a nossa família têm um peso maior, e muitas vezes nos dedicamos tão menos tempo á eles. Eu sei que trabalho é importante, lazer, qualidade de vida, propósito de vida, amigos, diversão, mas observe as suas respostas para a pergunta: o que você faria no ultimo dia de sua vida, e depois disso reorganize a forma como você esta vivendo. Vai valer a pena. A vida é curta demais, pra nos dedicarmos tanto á um trabalho de muito sucesso, ou a conhecer o mundo, ao invés de nos dedicarmos às pessoas que tanto amamos e principalmente a nós mesmos, é claro.
BRUNA PINHEIRO
Essa pergunta nos faz refletir. E nos ajuda a observar o que realmente importa em nossas vidas. E quanto tempo estamos investindo naquilo que é urgente (contas, emprego, colegas, bens materiais), e pouco tempo no que realmente é importante (nossos pais, filhos, cônjuges, avós, na natureza, em momentos vividos com qualidade).
O mundo capitalista multi tarefas, exige de nós eficiência e otimização de tempo. E cada vez mais caímos nesta armadilha em precisarmos fazer 2 ou 3 coisas ao mesmo tempo. Em realizarmos meias tarefas. Em estarmos executando algo, mas já pensando na próxima atividade. Quantas vezes estamos no presente, alí, realmente presentes? E isso vale para os momentos compartilhados com as pessoas que mais amamos. Você visita sua mãe uma vez por semana? Uma vez por mês? Isso significa que ao longo da vida de vocês, devem se encontrar o equivalente a 500 dias? Ou melhor, mais 2 horas no máximo, por mais 500 vezes? Se um ano tem 365 dias, 500 vezes não te parece pouco? Se você passa grande parte de sua vida no escritório ou no trânsito, as 2 horas que está em casa todos os dias compartilhando seu tempo com sua esposa e filhos, não te parece pouco? E quantas são as vezes que você está nestes encontros, realmente de corpo e mente presentes? Entregue ao momento presente, e compartilhando com eles, tempo de qualidade?
O que fica, no final dos tempos, são os momentos compartilhados. As lembranças vividas. Mas se passarmos toda a nossa vida, pensando no que virá depois, quais serão os momentos de que nos lembraremos? E mais do que isso, que impressão passaremos para os outros? Que lembranças e legado deixaremos aos nossos filhos? E nossos avós? E se você contabilizasse que só irá encontrar-los mais 40 vezes (4 vezes por ano, por mais 10 anos)? Não te parece muito pouco o tempo que ainda terá com as pessoas que ama, comparando ao tempo que dedicamos a outras coisas mais urgentes e menos importantes?
Quantas vezes já estive com minha mulher, mas estava pagando as contas ao mesmo tempo, ou respondendo emails, ou fazendo hora extra? Quantas vezes seus filhos te convidaram para brincar e você se propôs a assistí-los, mas assistia ao futebol e se perdia nos grupos de whats app e posts de memes políticos no Instagram ao mesmo tempo? O que será que você passou para seus filhos, naquele momento? E pior, que lembranças você está carregando, com as escolhas que tem feito? E infelizmente não estou citando excessões, mas estamos falando de mais de 70% do investimento que temos feito em nosso tempo.
Então, antes que seja tarde, abra seu coração e se pergunte: o que eu faria no último dia de minha vida? E na última semana?
Talvez seja a hora de você começar a se dedicar mais a esta última semana desde já. E menos a apenas o que é urgente. Sempre haverão coisas urgentes para tentar te distrair do que é importante. Sempre. E sabendo disso, talvez valha a pena você rever como lida com as coisas urgentes, para ter mais tempo para as importantes. Pois são elas que nos formam como indivíduos, nos trazem propósito e alegria. E não pagar as contas. Obrigações devem ser praticadas no automático, e sem tanta energia (sobrevivemos a elas). Já as pessoas mais importantes de nossas vidas, para essas sim devemos dedicar tempo de qualidade e presença. Estando 100% alí, com nosso corpo, mente e alma. E dessa forma, construirmos momentos, aos quais chamamos de vida.
CAMILA CHAGAS

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