Acho que todo mundo já está esgotado de ouvir por aí que o homem destrói a natureza todos os dias um pouquinho, e que também é o grande responsável pelo mundo estar do jeito que esta. É claro que isso é verdade, mas não seria muito mais útil se ao invés de levantarmos uma placa: "Não à violência!", se levantássemos uma placa com os escritos: "Eu acredito na paz"?
Então chega de lamentar, porque preocupação é apenas sofrimento em dobro. Vamos trabalhar com a realidade, porque o "se" não vai resolver. Tem tantas coisas que podemos fazer, que as vezes a gente se perde né? Não é fácil ter que se sustentar para sobreviver, cuidar da limpeza básica de sua casa e ainda por cima ter que decorá-la pra ficar confortável para receber as pessoas queridas. Não é fácil ser uma pessoa inteligente e se manter sempre informado, e ainda ter de ser espiritualizado, cuidar bem dos filhos, ter paciência com as pessoas que cuidam de sua vida, lidar bem com as criticas e ainda por cima ter que arrumar tempo para o lazer. E como se não bastasse tudo isso, ainda temos que pensar positivo e ter gratidão para atrair coisas boas para a nossa vida. É cansativo, eu sei.
Mas, tem um jeito tão fácil de fazermos a nossa parte. Pensa comigo: já que você já vai ter que fazer tudo isso mesmo, porque não inserir doses pequenas de criatividade em seu dia a dia? Aonde quer que você esteja você pode mudar o seu mundo interior e externo. O melhor de tudo é que enquanto você está cuidando de você, consequentemente também esta cuidando do mundo. E o contrário também procede. Se você está, em seu dia a dia, vivendo com boas intenções, consequentemente estará fazendo a sua parte por um mundo melhor, e isso voltará pra você, então é claro que se sentirá ótimo. É fácil quando você lida com a realidade. Só é difícil quando alimentamos as ilusões da nossa mente e ainda as comparamos com a nossa realidade que sempre acaba perdendo feio, é claro. Não pense longe demais, e nem em ações grandiosas, senão você vai se perder. Eu digo por experiências própria. Eu funciono mais quando trabalho com a realidade, inserindo metas pequenas, devagarzinho. O resultado é sempre grandioso. Ironia, né?
Num dia comum, resolvi começar uma corrente do bem dentro de um mercado. Eu já estava lá mesmo. Não atrapalharia meu dia, concorda? Decidi pagar 10 reais da conta da família que pagaria depois de mim. Pensei: "A família vai rir." Senti uma vergonha, confesso. Mas, logo em seguida pensei: porque é que temos tanta vergonha, as vezes, em fazer uma boa ação? E a resposta veio imediatamente para mim: Porque simplesmente não estamos acostumados. E de repente percebi que não se importar por aí com as pessoas é muito mais fácil do que fazer boas ações.
Como pode isso? Como podemos nos acostumar a viver assim? Definitivamente não estamos nessa vida por acaso. A nossa vinda tem um propósito maior. Então porque não viver a vida surpreendendo pessoas? E consequentemente se fazendo feliz, pois não há felicidade maior do que a de despertar o amor todos os dias um pouco por onde passarmos. O Valor de R$10,00 era somente uma representação para a família de trás perceber que existem pessoas que acreditam ainda no amor. Eu sei que R$10,00 era muito pouco pro que eles estavam gastando com aquele carrinho cheinho no mercado, mas eu sei que dentro de cada um de nós existe o lobo bom e o lobo ruim, e com aquela ação eu só quis alimentar mais o lobo bom no coração de cada integrante daquela família, e então foi o que eu fiz.
Se você já assistiu o filme A CORRENTE DO BEM, você sabe do que estou falando. Mas, pra mim não foi fácil começar. Foi um grande desafio.
Nós somos o futuro desse planeta e tenho certeza de que vamos conseguir bons resultados se tivermos boas intenções dentro de nós. Enfim, existem infinitas possibilidades de iniciarmos correntes do bem por onde passarmos. Que tal um pouquinho de criatividade? O dia a dia se torna tão mais divertido quando inserimos pequenas doses de idéias novas. Devagarzinho, de ação à ação nós vamos construindo um mundo novo pros nossos filhos e netos. Depende de nós.
A corrente do bem trás esperança no coração das pessoas. Nos faz acreditar que ainda existem pessoas que se preocupam com o outro.
As pessoas ainda ficam surpresas quando assistem um ato de gentileza. E já estão acostumadas com a falta de paciência e respeito que experienciam em suas vidas mas para sempre gentileza atrairá mais gentileza. O ato não vai beneficiar somente quem ganhar o elogio, ou seja lá o que for. Vai beneficiar também as pessoas que estiverem em volta. Suas ações podem influenciar outras pessoas que estiverem perto, sejam as que estiverem recebendo o seu ato de gentileza, ou os que estiverem vendo.
As pequenas ações tem efeitos grandiosos. E se prestarmos atenção, perceberemos as respostas das pessoas. Afinal nós somos seres telepáticos. E no fundo, todos nós queremos a mesma coisa, e todos esses desejos são relacionados ao amor. A inclusão, o "ser aceito", os encontros com amigos, reuniões de família, as dores, os arrependimentos, a culpa, a vergonha, o ódio, a raiva, a saudade, as competições, a inveja, ciúmes, os momentos de felicidade, o luto, etc. Tudo isso existe porque antes existe o amor. Todos querem amar e ser amados.
ᴀʟɢᴜᴍᴀs ᴅɪᴄᴀs:
1- Pagar o pedágio pro carro de trás,
2- Deixar 5 reais na padaria para o próximo cliente que for pagar a conta,
3- Elogiar alguém na rua e pedir pra ele elogiar alguém também,
4- Deixar alguém passar na sua frente nas filas de espera,
5- Ajudar alguém que precise atravessar a rua,
6- Quando você ajudar alguém e essa pessoa lhe perguntar como pode te retribuir, responda: "ajudando alguém."
BRUNA PINHEIRO
Você sabia que fazer o bem ao outro nos trás mais satisfação pessoal, do que fazermos algo por nós mesmos? Doar, ajudar, presentear é infinitamente mais prazeroso do que ser presenteado. Pode parecer estranho, pode até parecer que isso não seja verdade. Mas servir e ser útil a alguém nos trás uma satisfação pessoal enorme. Eu particularmente morro de vergonha ao ser elogiada, ou receber um presente, mas amo de paixão sair espalhando presentinhos por aí. E isso é uma prática. Não estou falando de bajulação, de forçar uma situação ou fazer em exagero. Mas siga suas intuições. Deu vontade de parar hoje no caminho de casa e comprar uma flor a alguém que more com você? Faça. Você não precisa de uma data precisa para isso. Deu vontade de ir mais cedo para casa e preparar um jantar especial? De parar 5 minutinhos para ouvir alguém na rua? De presentear alguém que precise na porta de um supermercado com alguns quitutes? Faça isso, doe seu tempo, suas habilidades, ou o que você tem e pode, e verá a felicidade que estará fazendo a você mesmo. Ainda maior do que a de quem você se propôs ajudar. Eu costumo dizer que ajudar o outro e se doar, é o maior ato de egoísmo que possa existir. E é até engraçado pensar dessa forma. Mas é a mais pura verdade. E nada melhor do que se sentir feliz e útil, sendo amor a alguém. Que mal tem?
Como tudo na vida, a doação é um hábito. Às vezes nos parece mais difícil doarmos nosso tempo, e nos desprendermos da rotina castradora que vivemos, do que um trocado, ou bens materiais. Se permita doar 5 minutinhos que sejam, no início. Se permita observar e perceber como você pode ser verdadeiramente útil em seu dia a dia.
Existe uma diferença gigantesca entre ser útil e comprar as pessoas, bajular ou seduzir. A doação depende intrinsicamente de uma necessidade de alguém que vá de encontro a algo que você possa contribuir. E sem rodeios e complicações, isso pode ser alguém te perguntando "que horas são", e você consultar seu relógio com um sorriso e amorosidade. Saiba que fazer cara feia, ou demonstrar que a pessoa está tomando de seu tempo ou sendo inconveniente, não faz parte deste exercício. Ao invés de estar doando amor, estará propagando impaciência. Perceba também que não precisam ser doações mirabolantes. Para sermos amor, não precisamos de grandes qualificações, ou grandes quantias em dinheiro. Como disse, é um exercício diário, e pode começar de formas bem casuais. Espere que te peçam ajuda, e simplesmente, esteja de coração aberto a ser útil.
A palavra caridade caiu em desuso, em uma crença que costuma causar uma sensação de repulsa por muitas pessoas. Não estamos acostumados a sair de nossas zonas de conforto com facilidade. Não aceitamos com facilidade, nada que nos pareça trabalhoso. Quando ouvimos alguém falar em doação ou caridade, já imaginamos que tomarão algo que é nosso, que nos pedirão dinheiro, ou que a gente passe a doar nosso tempo em instituições de crianças carentes ou idosos. Existe uma trava social que leva nossa mente a limitar nossas possibilidades de doação. Quantas foram as vezes que nosso telefone tocou com alguma instituição nos pedindo doação, e nossa reação imediata foi automaticamente a impaciência, a sensação de nos sentirmos assaltados e invadidos? Realmente, nunca passamos nossos telefones para este tipo de abordagem, e não demos autorização para este tipo de aproximação. A situação é invasiva e não tiro sua razão. Porém, não a causa. E ainda assim, o que sentimos é que estão tentando roubar nosso dinheiro. No entanto, as possibilidades de fazermos a diferença a alguém são infinitas, e estão a um palmo de nós, na maioria das vezes.
Viemos em uma sociedade individualista, que está cada vez mais se fechando em redes sociais, e em sua própria qualidade de vida egóica. Este isolamento vem trazendo consequências de demência, bitolação, depressão, e diversas outras síndromes sociais e de ansiedade. Quanto mais nos isolamos, menos nos doamos, menos nos damos a oportunidade de receber também, e menos nos relacionamos, criamos vínculos e amadurecemos, uma vez que o crescimento vem das dificuldades em nos relacionar.
Estamos nessa vida para servir, para sermos úteis. Para identificarmos nossas qualidades, nossas habilidades, e nos relacionarmos. É natural do ser humano, ser genuinamente útil, sendo simplesmente, quem ele realmente é. E isso cabe ainda melhor, quando nos despimos do ego, da competição, das máscaras, e deixamos o amor fluir naturalmente.
A doação, a ajuda, ou a caridade não devem ser algo que alimente seu ego, e que crie uma separação. Um ato de arrogância ou superioridade. Não doe seu dinheiro para mostrar que você pode, ou você estará gerando a incapacidade no outro. Não doe seu tempo ou suas habilidades, apenas para mostrar ao outro o quanto você é capaz, ou simplesmente estará propagando a sua insegurança. O amor deve fluir de coração aberto. E normalmente ele alimenta sua alma, de mais ninguém. E para sabermos a grande diferença entre um propósito e o outro, basta você se perguntar se está fazendo algo pelo outros, para se mostrar ao outros e para ter plateia, ou se está fazendo sem que ninguém saiba, simplesmente para alimentar sua alma. E aí sim, você terá sua resposta. Seja honesto consigo mesmo, se realmente quer colher os frutos dessa felicidade que transcende, se quer ser recompensado pela verdadeira alegria de ter sido útil a alguém.
Da mesma forma que ser útil é um presente, saiba que pela lei do universo e da atração, a gente atrai o que a gente transmite. E quanto mais nos doarmos aos outros, mais teremos pessoas se doando também a nos ajudar, a nos incentivar, a nos enxergar. E não tenha a prepotência de achar que você não precise de ninguém. Que você seja o todo poderoso do mundo. Porque ninguém é. O mais poderoso empresário, o mais rico rei, ou o mais sábio profeta, ainda assim precisam de amor, de reconhecimento, ou de uma equipe formada por pessoas com habilidades complementares as deles. De nada seria um empresário sem seus funcionários e clientes. De nada seria um rei sem pessoas que pudessem obedecer suas regras, e súditos para executarem suas ordens. E um profeta seria completamente sem utilidade, se ninguém pudesse ouvir ou compreender suas citações. Fazemos parte de uma sociedade co-dependente, e que precisa se relacionar. Então está na hora de sairmos de nossos casulos, e nos darmos a oportunidade de nos relacionarmos. E de crescermos nos expondo, abrindo nossos corações e aceitarmos que precisamos das pessoas, e que podemos ser úteis a tantas outras.
Você não precisa recompensar aquele que se doou a você. Talvez você possa ser mais útil ao próximo que cruzar seu caminho. E dessa forma, criamos uma corrente do bem. Passamos o amor que recebemos adiante, através de uma habilidade que tivermos, ou de alguma forma que possamos ser útil. E a vida segue, no amor. Não é porque alguém fez algo para nós, que precisamos retribuir na mesma moeda. Isso seria um desperdício de tempo e recursos. Precisamos retribuir a quem realmente possamos ser úteis. E com certeza, quem nos ajudou, será recompensado por alguém que possa ser útil a ele. E sempre haverá alguém.
E se você ainda estiver se perguntando o que você pode fazer pelo outro, que possa ser tão recompensador assim? Comece por um simples bom dia (de coração aberto). Acompanhado de um sorriso, seria ainda melhor. Olhe ao seu redor. Deixe alguém passar em sua frente. Aperte o botão do elevador para alguém. Deixe alguém se sentar em seu lugar. Leia algo a alguém, que estiver com dificuldade. Quando falamos em habilidades, você não precisa ter conhecimento de engenharia ou mecânica, para poder ser útil. Neste momento, você estará utilizando sua habilidade de saber ler, ou de ter uma vista saudável. Deixe alguém sugerir algo de sua maneira, mostre que você confie nas escolhas dessa outra pessoa. Dê ouvidos a idosos que cruzarem seu caminho. Você sabia que eles já viveram demais, já aprenderam demais, e o que mais lhes faz falta é alguém que tenha paciência e escute o que eles tem a dizer? É alguém que lhes doe seu tempo, e sua atenção? E não. Você não precisa ir até um asilo para isso. Milhares de pessoas mais velhas que nós cruzam nosso caminho todos os dias. Na padaria, no ponto de ônibus, no elevador, no metrô. Levante a cabeça. Se mostre disponível, e observador. Se doe ao seu presente, e esteja de coração aberto. E os presentes e abundância em sua vida, irão fluir em sua direção. Acredite. E tenha uma vida maravilhosa de doações.
CAMILA CHAGAS

Comentários
Postar um comentário